Ilustração pop-art retrô de baixo elétrico estilo violin e microfone com notas musicais flutuando e discos de vinil, estética Liverpool anos 60
De Hey Jude a Yesterday: o ranking definitivo das 10 melhores músicas de um dos maiores compositores da história.

Paul McCartney: As 10 Melhores Músicas de Todos os Tempos

Atualizado em Agosto de 2026 · Por Editor Fast Art Web

Em resumo: Sir Paul McCartney é um dos compositores mais influentes da história da música, com uma carreira que atravessa sete décadas, 19 prêmios Grammy, 83 indicações (segundo mais indicado da história) e o lançamento de seu 20º álbum solo em 2026, The Boys of Dungeon Lane. Este ranking reúne as 10 melhores músicas de sua obra, dos Beatles aos Wings e carreira solo — de "Yesterday" (1965), a canção mais regravada do século XX, até "Live and Let Die" (1973), o tema épico de James Bond. Prepare-se para uma jornada musical inesquecível.

Escolher as 10 melhores músicas de Paul McCartney é uma tarefa quase impossível. São mais de 60 anos de carreira, mais de 20 álbuns solo, sete discos com os Wings, e a obra imortal dos Beatles. McCartney é, segundo o Guinness, o compositor de maior sucesso da história da música popular — com mais de 32 canções que alcançaram o topo das paradas britânicas ou americanas.

John Lennon, seu eterno parceiro, certa vez declarou em entrevista à Hit Parader (1972) que "Hey Jude" era "a melhor música de Paul McCartney". Mas será que ela está no topo do nosso ranking? Neste artigo, você vai descobrir — junto com curiosidades, análises musicais e o impacto cultural de cada uma dessas obras-primas.

Paul McCartney: uma lenda em números

Antes de entrarmos no ranking, vamos aos números que mostram a magnitude de Sir Paul:

CategoriaNúmero
Ano de nascimento18 de junho de 1942, Liverpool
Grammys conquistados19 prêmios
Indicações ao Grammy83 (2º mais indicado da história)
Álbuns solo de estúdio20 (último: The Boys of Dungeon Lane, 2026)
Álbuns com os Wings7 (entre 1971 e 1981)
Canções #1 (UK ou US)32+
Música mais regravada da história"Yesterday" — mais de 2.200 versões
HonrariasCavaleiro do Império Britânico (1997), Ordem do Mérito (2017)

As quatro fases de McCartney

FasePeríodoObras principais
Beatles1960–1970Hey Jude, Let It Be, Yesterday, Penny Lane
Solo inicial1970–1972Maybe I'm Amazed, Uncle Albert/Admiral Halsey
Wings1971–1981Band on the Run, Live and Let Die, My Love
Solo maduro1982–presenteEbony and Ivory, No More Lonely Nights, Dance Tonight

🎸 Leia também no Fast Art Web: The Beatles: A Banda que Mudou o Mundo

As 10 melhores músicas de Paul McCartney

Selecionamos as 10 canções que melhor representam a genialidade de McCartney, com base em impacto cultural, qualidade musical, longevidade e aclamação crítica. O ranking vai do 10º ao 1º — prepare-se para a surpresa do topo.

10. Ebony and Ivory (1982)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1982
ÁlbumTug of War
ParceiroStevie Wonder
Posição Billboard#1 por 7 semanas

Um dueto icônico entre Paul McCartney e Stevie Wonder, "Ebony and Ivory" usa a metáfora das teclas pretas e brancas de um piano para cantar sobre harmonia racial e coexistência pacífica. A canção ficou sete semanas no topo da Billboard Hot 100 e se tornou um hino atemporal de tolerância. Apesar das críticas posteriores sobre sua simplicidade, o impacto cultural foi inegável — e a química entre os dois gênios é palpável em cada verso.

9. Once Upon a Long Ago (1987)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1987
ÁlbumAll the Best! (coletânea)
Posição UK#10
ArranjoGeorge Martin (produtor dos Beatles)

Uma das canções mais poéticas da fase tardia de McCartney, "Once Upon a Long Ago" é uma jornada nostálgica por memórias e melodias esquecidas. O arranjo elaborado com seção de cordas — conduzido por ninguém menos que George Martin, lendário produtor dos Beatles — adiciona camadas à canção. Imagens como "puppy dog tails in the house of lords" e "making up moons in a minor key" revelam um letrista maduro e imaginativo.

8. No More Lonely Nights (1984)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1984
OrigemTrilha do filme Give My Regards to Broad Street
Guitarra soloDavid Gilmour (Pink Floyd)
Indicação GrammyMelhor Canção Pop

A balada é um dos momentos mais emocionais da carreira de McCartney, com um solo de guitarra inesquecível de David Gilmour, do Pink Floyd. A letra fala da superação da solidão e da esperança de reencontro amoroso. O arranjo orquestral e a expressividade vocal de McCartney fazem desta uma das baladas pop mais poderosas dos anos 80. A música foi indicada ao Grammy de Melhor Canção Pop.

7. My Love (1973)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1973
ÁlbumRed Rose Speedway (Wings)
Posição Billboard#1 por 4 semanas
Dedicada aLinda McCartney (esposa)

Uma das mais sinceras declarações de amor da história da música pop. McCartney compôs "My Love" para sua esposa Linda, e a letra toca pela simplicidade e ternura: "And when I go away, I know my heart can stay with my love". O solo de guitarra de Henry McCullough é considerado um dos mais belos dos anos 70. A canção ficou quatro semanas em primeiro lugar nos EUA e se tornou o hino de casamentos por gerações.

6. The Long and Winding Road (1970)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1970
ÁlbumLet It Be (Beatles)
Posição Billboard#1 (último #1 dos Beatles nos EUA)
CuriosidadePaul não aprovou o arranjo orquestral adicionado por Phil Spector

A última canção dos Beatles a alcançar o #1 nos EUA é uma das mais melancólicas e poéticas da carreira de McCartney. Inspirada pelas estradas sinuosas da Escócia, a letra reflete sobre a jornada da vida e o retorno ao lar. A versão oficial, produzida por Phil Spector, traz um denso arranjo orquestral que McCartney chegou a odiar — tanto que tentou processar o produtor. Com o tempo, ele aceitou a versão e hoje a considera uma das mais belas composições da era Beatles.

5. Let It Be (1970)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1970
ÁlbumLet It Be (Beatles)
Posição Billboard#1
InspiraçãoSonho com a mãe Mary, falecida quando Paul tinha 14 anos

Uma das canções mais espirituais e reconfortantes já escritas. McCartney a compôs após sonhar com sua mãe Mary, que morreu quando ele tinha apenas 14 anos. No sonho, ela aparecia dizendo "Let it be" — "deixe estar". A letra, ao lado de uma melodia de piano inconfundível, tornou-se um hino universal de aceitação, esperança e paz interior. A canção foi regravada por centenas de artistas e ainda hoje é usada em cerimônias, funerais e momentos de dificuldade em todo o mundo.

4. Band on the Run (1973)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1973
ÁlbumBand on the Run (Wings)
Posição Billboard#1
CuriosidadeGravada em Lagos, Nigéria, com a banda reduzida a trio após deserções

Considerada por muitos críticos como a melhor canção pós-Beatles de McCartney, "Band on the Run" é uma epopeia musical de 5 minutos que conta a história de prisioneiros fugindo da cadeia. A gravação foi dramática: em Lagos, na Nigéria, dois membros dos Wings abandonaram a banda pouco antes das sessões. O que sobrou — Paul, Linda e Denny Laine — gravou o álbum inteiro como trio, e o resultado foi um dos discos mais aclamados dos anos 70. A faixa-título é uma obra-prima de estrutura, com três movimentos musicais distintos.

3. Live and Let Die (1973)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1973
OrigemTema do filme 007 — Viva e Deixe Morrer
Posição Billboard#2
IndicaçãoOscar de Melhor Canção Original

O primeiro tema de James Bond a ser indicado ao Oscar é também, indiscutivelmente, o melhor da franquia. McCartney e George Martin criaram uma obra épica que mistura balada acústica, rock pesado e orquestra dramática em menos de quatro minutos. A mudança dinâmica — do piano suave à explosão de guitarras e metais — é um exemplo perfeito de composição cinematográfica. A versão cover do Guns N' Roses (1991) apresentou a música a uma nova geração, mas nenhuma supera a intensidade do original.

2. Yesterday (1965)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1965
ÁlbumHelp! (Beatles)
RegravaçõesMais de 2.200 versões (recorde Guinness)
CuriosidadePaul sonhou com a melodia inteira e achou que estava plagiando alguém

A música mais regravada do século XX nasceu de um sonho. McCartney acordou com a melodia completa na cabeça, e durante meses teve medo de estar plagiando alguém — tanto que chegou a cantar a letra como "scrambled eggs, oh my baby how I love your legs" enquanto procurava a letra definitiva. Gravada apenas com Paul no violão e um quarteto de cordas, "Yesterday" é uma obra-prima de melancolia e simplicidade. Frank Sinatra a chamou de "a maior canção de amor já escrita". Elvis Presley, Ray Charles, Marianne Faithfull e mais de 2 mil artistas já a regravaram.

1. Hey Jude (1968)

Ficha técnicaDetalhe
Ano1968
ÁlbumSingle (Beatles)
Duração7:11 (o single mais longo #1 da história até então)
Posição Billboard#1 por 9 semanas
InspiraçãoJulian Lennon (filho de John), durante o divórcio dos pais

No topo do nosso ranking está a canção que o próprio John Lennon considerava a melhor de McCartney. Originalmente chamada "Hey Jules", foi composta para consolar Julian Lennon, filho de John, durante o divórcio dos pais. A música cresce de uma balada íntima para um épico coral de quatro minutos com o famoso "na-na-na" final, que se tornou um dos momentos mais reconhecíveis da história da música. Foi o single mais longo a chegar ao #1 nos EUA até aquela época, e ainda hoje é cantada em estádios, bares e salas de estar ao redor do mundo. "Take a sad song and make it better" — talvez a mensagem mais generosa já escrita em uma canção pop.

🎵 Curiosidade final: Em 2012, McCartney cantou "Hey Jude" na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Londres, com 80 mil pessoas no estádio e bilhões assistindo em casa. Aos 70 anos, ele ainda fazia o mundo inteiro cantar junto — prova de que uma canção verdadeiramente grande transcende gerações.

Tabela-resumo: As 10 músicas de Paul McCartney

#MúsicaAnoÁlbumDestaque
10Ebony and Ivory1982Tug of WarDueto com Stevie Wonder
9Once Upon a Long Ago1987All the Best!Arranjo de George Martin
8No More Lonely Nights1984Give My Regards...Solo de David Gilmour
7My Love1973Red Rose SpeedwayHino de amor a Linda
6The Long and Winding Road1970Let It BeÚltimo #1 dos Beatles
5Let It Be1970Let It BeInspirada em sonho com a mãe
4Band on the Run1973Band on the RunObra-prima dos Wings
3Live and Let Die1973Single / 007Indicada ao Oscar
2Yesterday1965Help!Mais regravada do século
1Hey Jude1968SingleA favorita de John Lennon

Menções honrosas: músicas que quase entraram no top 10

Selecionar apenas 10 músicas entre centenas é doloroso. Aqui estão algumas que merecem menção:

  • Maybe I'm Amazed (1970) — a primeira grande composição solo após o fim dos Beatles, dedicada a Linda
  • Penny Lane (1967) — retrato encantador da Liverpool de sua infância
  • Here, There and Everywhere (1966) — considerada por Paul sua melhor composição dos Beatles
  • Uncle Albert/Admiral Halsey (1971) — primeira música solo a chegar ao #1 nos EUA
  • Coming Up (1980) — hit pop que supostamente inspirou John Lennon a voltar a gravar
  • Dance Tonight (2007) — hit tardio que mostrou que Paul ainda sabia criar sucessos aos 65 anos

Perguntas frequentes sobre Paul McCartney

1Qual é a música mais famosa de Paul McCartney?

"Yesterday" é a mais regravada do século XX, com mais de 2.200 versões oficiais. Já "Hey Jude" é frequentemente considerada sua melhor composição pela crítica e pelo próprio John Lennon, que a chamou de "a melhor música de Paul". Ambas disputam o título de "mais famosa", dependendo do critério usado.

2Quantos Grammys Paul McCartney já ganhou?

Paul McCartney venceu 19 prêmios Grammy ao longo da carreira e recebeu 83 indicações — o segundo artista mais indicado da história, atrás apenas de Quincy Jones. Ele também recebeu o Grammy Lifetime Achievement Award em 1990 e foi homenageado como MusiCares Person of the Year em 2012.

3Paul McCartney ainda está fazendo música?

Sim, e ativamente. Em 2026, aos 84 anos, McCartney lançou seu 20º álbum solo de estúdio, "The Boys of Dungeon Lane", aclamado pela crítica. Ele continua fazendo turnês mundiais e colaborando com artistas contemporâneos, provando que sua criatividade continua intacta após mais de 60 anos de carreira.

4Qual foi a fase mais produtiva de McCartney?

Depende do critério. Em qualidade pura, muitos apontam o período dos Beatles de 1965-1969, com "Yesterday", "Hey Jude" e "Let It Be". Em produtividade pós-Beatles, o período dos Wings entre 1973 e 1976 foi extraordinário, com "Band on the Run", "Live and Let Die" e "Listen to What the Man Said" todas chegando ao #1.

5Por que John Lennon e Paul McCartney se separaram?

Os Beatles se separaram em 1970 por uma combinação de fatores: diferenças artísticas crescentes, a presença constante de Yoko Ono nos estúdios, problemas empresariais (especialmente com Allen Klein) e o desejo de cada um de seguir carreira solo. Paul e John tiveram uma relação tensa nos anos 70, mas se reconciliaram por telefone pouco antes do assassinato de John em 1980.

6Paul McCartney tocou algum instrumento além do baixo?

Sim, McCartney é um multi-instrumentista extraordinário. Além do baixo (seu instrumento icônico, especialmente o Hofner violin bass), ele toca piano, violão, guitarra, bateria, bandolim, ukulele e vários instrumentos de percussão. Em seus álbuns solo, frequentemente grava todos os instrumentos sozinho — como fez no álbum "McCartney" (1970) e "McCartney III" (2020).

Conclusão: o gênio imortal da melodia

Paul McCartney não é apenas um músico — é um fenômeno cultural que atravessa gerações. Das baladas melancólicas de "Yesterday" aos épicos orquestrais de "Live and Let Die", das declarações de amor de "My Love" ao hino universal de "Hey Jude", sua obra é um mosaico de emoções humanas traduzidas em melodias perfeitas.

Aos 84 anos, com 19 Grammys, um título de cavaleiro e um novo álbum aclamado pela crítica, McCartney continua provando por que é considerado, junto com Bob Dylan, o maior compositor popular da história. Suas músicas não são apenas canções — são memórias coletivas, trilhas sonoras de vidas inteiras, hinos que unem multidões em estádios e sussurros que embalam corações solitários.

"Take a sad song and make it better" — a frase de "Hey Jude" talvez seja a melhor definição da carreira de McCartney. Ele passou 60 anos transformando tristezas, alegrias, amores e sonhos em melodias que fazem o mundo cantar junto. E, enquanto houver alguém com um fone de ouvido ou um violão nas mãos, Paul McCartney continuará vivo — em cada nota, em cada acorde, em cada refrão que o mundo nunca vai cansar de cantar.

Fontes e referências

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