Conheça a força bruta, o simbolismo milenar e os segredos do maior felino das Américas.
A onça-pintada (Panthera onca) é o terceiro maior felino do mundo, superado apenas pelo tigre e pelo leão, e o maior de todos nas Américas.
As rosetas (as manchas na pele) são como as impressões digitais humanas: nenhuma onça tem o mesmo padrão. É assim que os pesquisadores identificam cada indivíduo.
Na mitologia de muitos povos indígenas brasileiros, a onça-pintada é um ser sagrado. Xamãs podem se transformar em onças para viajar entre mundos.
Em algumas lendas do Alto Rio Negro, a onça-pintada é associada a Jurupari, um ser que traz leis, costumes e segredos, muitas vezes manifestado como uma força da natureza.
Proporcionalmente, a onça-pintada possui a mordida mais forte de todos os felinos. Ela pode quebrar o casco de tartarugas, jacarés e até o crânio de suas presas.
A onça-preta não é uma espécie diferente. É uma onça-pintada com melanismo, uma condição genética que aumenta a pigmentação escura. Suas rosetas ainda são visíveis sob a luz certa.
Diferente de muitos felinos, a onça-pintada é uma nadadora experiente. Ela caçajacarés e capivaras em rios e baías, movendo-se com agilidade na água.
Em diversas culturas indígenas, os guerreiros usavam dentes e peles de onça como amuletos para ganhar a força, a coragem e a ferocidade do animal em batalha.
Apesar de sua força, a onça-pintada está ameaçada pela perda de habitat, caça ilegal e conflitos com fazendeiros. O Pantanal é um de seus últimos grandes refúgios.
A onça-pintada é uma presença constante na arte, literatura e até no nosso dinheiro: ela está na nota de 50 reais, simbolizando a riqueza da nossa biodiversidade.