Ilustração pop-art com sintetizador vintage, páginas de quadrinhos ganhando vida, xícara de café em ambiente de cafeteria em paleta azul, rosa e dourado
a-ha – Take on Me: descubra a história do hit que fracassou duas vezes antes de se tornar #1 mundial, o videoclipe revolucionário com 3.000 desenhos à mão e os 6 MTV VMAs de 1986.

a-ha – Take on Me: A Saga do Hit que se Recusou a Morrer

Atualizado em Dezembro de 2025 · Por Editor Fast Art Web

Em resumo: Poucas canções definem a explosão de criatividade dos anos 80 de forma tão instantânea quanto "Take on Me" do a-ha. Lançada em 1985, a música alcançou #1 na Billboard Hot 100 em 19 de outubro de 1985 e #2 no UK Singles Chart, tornando o trio norueguês o primeiro grupo da Noruega a conquistar o topo das paradas americanas. O videoclipe revolucionário, dirigido por Steve Barron com a técnica de rotoscopia (mais de 3.000 desenhos feitos à mão), venceu 6 MTV Video Music Awards em 1986. O álbum Hunting High and Low vendeu mais de 10 milhões de cópias mundialmente. Após fracassos iniciais em 1984, a música ressurgiu graças ao poder do videoclipe e da perseverança da banda. Décadas depois, continua sendo um dos hits mais reconhecíveis da história da música pop, aparecendo em filmes como Deadpool 2 (2018) e sendo regravada por artistas como Weezer (2019). Descubra a história completa deste clássico.

Poucas canções definem a explosão de criatividade e otimismo dos anos 80 de forma tão instantânea quanto "Take on Me" do a-ha.

Basta o riff de sintetizador inicial para que uma enxurrada de imagens e emoções nos transporte de volta: um café, uma história em quadrinhos ganhando vida, um romance desenhado a lápis.

A música é um marco da cultura pop, mas por trás de sua fachada de sucesso meteórico, existe uma incrível história de resiliência, fracasso e a aposta visionária em uma tecnologia de animação que mudaria a MTV para sempre.

Este não é apenas o conto de um hit. É a crônica de três jovens noruegueses que se recusaram a desistir de uma melodia que o mundo inicialmente rejeitou. Vamos desvendar as várias vidas de "Take on Me", explorar a arte revolucionária da rotoscopia em seu videoclipe e entender como a combinação perfeita de som e imagem criou um dos legados mais duradouros da música.

Ficha técnica: Take on Me em números

CategoriaDado
TítuloTake on Me
Artistaa-ha
ÁlbumHunting High and Low (1985)
Primeiro lançamento (versão 1)Outubro de 1984 (fracasso comercial)
Segundo lançamento (versão final)Maio de 1985 (ainda sem sucesso)
Relançamento com videoclipeAgosto de 1985 (sucesso mundial)
GravadoraWarner Bros. Records
GêneroSynth-pop, New Wave, Pop Rock
Duração3:48
CompositoresPål Waaktaar-Savoy, Magne Furuholmen, Morten Harket
Produtor (versão final)Alan Tarney
Posição Billboard Hot 100 (EUA)#1 (19 de outubro de 1985, 1 semana)
Posição UK Singles Chart#2 (3 semanas)
Outras posições #1Noruega, Alemanha, Suécia, Suíça, Áustria, Itália, Holanda
Diretor do videoclipeSteve Barron
Técnica de animaçãoRotoscopia (3.000+ desenhos)
MTV VMAs 19866 vitórias de 8 indicações
Álbum - vendas mundiais10+ milhões de cópias

Quem é o a-ha? A formação da banda

a-ha (estilizado como a-ha) é uma banda norueguesa de synth-pop formada em Oslo em 14 de setembro de 1982. O trio é composto por três músicos talentosos que se tornaram ícones da música pop dos anos 80.

MembroInstrumentoNascimentoIdade (2025)
Morten HarketVocais, guitarra14 de setembro de 1959 (Kongsberg, Noruega)66 anos
Pål Waaktaar-SavoyGuitarra, composição6 de setembro de 1961 (Oslo, Noruega)64 anos
Magne FuruholmenTeclados, composição1 de novembro de 1962 (Oslo, Noruega)63 anos

Pål Waaktaar e Magne Furuholmen eram amigos de infância e já haviam composto juntos em bandas anteriores. Quando conheceram Morten Harket, cuja impressionante extensão vocal era a peça que faltava, o trio sabia que tinha algo especial.

Determinados a estourar fora da Noruega, eles se mudaram para Londres em 1982, mas convencer a indústria musical seria uma batalha árdua.

A longa estrada de Oslo para Londres: O sonho norueguês

A história de "Take on Me" começa muito antes de seu lançamento. Pål Waaktaar e Magne Furuholmen já haviam composto o riff de teclado contagiante quando ainda estavam em sua banda anterior, Bridges.

A melodia era inegavelmente cativante, mas a música, então chamada de "Lesson One", ainda não tinha encontrado sua forma final.

"Nós sabíamos que tínhamos algo especial, mas ninguém na Noruega parecia perceber. Precisávamos ir para Londres para provar nosso valor." — Magne Furuholmen

A canção de duas (ou três) vidas: A luta pelo hit

O sucesso de "Take on Me" parece inevitável hoje, mas a verdade é que a música fracassou, e não apenas uma vez. Esta é a história de uma canção que se recusou a morrer.

A primeira versão (1984): O fracasso inicial

A primeira gravação oficial, produzida por Tony Mansfield, era mais sombria e atmosférica. Lançada no Reino Unido em outubro de 1984, foi um fracasso comercial completo, alcançando apenas a posição #137 nas paradas britânicas.

VersãoDataProdutorResultado
Versão 1 (1984)Outubro de 1984Tony Mansfield#137 UK (fracasso completo)
Versão 2 (1985)Maio de 1985Alan TarneySucesso moderado (sem videoclipe)
Versão 3 (1985)Agosto de 1985Alan Tarney (com videoclipe)#1 Billboard, #2 UK (sucesso mundial)

A gravadora estava desapontada, mas a banda não desistiu. Eles sabiam que tinham algo especial nas mãos.

A segunda tentativa (1985): A regravação com Alan Tarney

O executivo da Warner, Andrew Wickham, acreditava no potencial da música. Ele investiu em uma regravação completa, trazendo o produtor Alan Tarney, que deu à faixa a energia pop e a produção polida que conhecemos hoje.

Foi Tarney quem sugeriu que a nota alta de Morten no refrão fosse o clímax da música. Esta nova versão, mais vibrante e otimista, foi lançada em maio de 1985. E… fracassou de novo.

A música era um sucesso, mas ninguém sabia ainda. Faltava a faísca final para incendiar o mundo.

A revolução visual: Como a rotoscopia criou um ícone

A faísca que faltava veio de uma ideia visionária do executivo Jeff Ayeroff: criar um videoclipe que fosse diferente de tudo o que já havia sido visto na MTV.

Ele contratou o diretor Steve Barron, que propôs uma técnica de animação ousada e trabalhosa: a rotoscopia.

O que é rotoscopia?

A rotoscopia é um processo no qual animadores desenham quadro a quadro sobre filmagens de live-action. Para "Take on Me", Barron filmou a história de uma garota (interpretada por Bunty Bailey) em um café que é puxada para dentro de uma história em quadrinhos por seu herói (interpretado por Morten Harket).

AspectoDetalhe
DiretorSteve Barron
AnimadoresMichael Patterson e Candace Reckinger
TécnicaRotoscopia (desenhos sobre filmagem real)
Número de desenhosMais de 3.000 desenhos individuais
Duração da produção4 meses
Atriz principalBunty Bailey
ConceitoGarota puxada para dentro de história em quadrinhos

O processo foi monumental. Foram necessários mais de 3.000 desenhos individuais, feitos a lápis pelos animadores Michael Patterson e Candace Reckinger, ao longo de quatro meses.

O resultado foi uma fusão mágica e perfeita entre o mundo real e a fantasia dos quadrinhos, uma narrativa visual tão cativante quanto a própria música.

O impacto na MTV

Quando o clipe estreou na MTV em agosto de 1985, o impacto foi imediato e avassalador. Desta vez, com o poder do clipe, a canção foi relançada e disparou para o primeiro lugar nas paradas em dezenas de países.

"O videoclipe mudou tudo. A música era a mesma, mas agora as pessoas podiam vê-la. A rotoscopia criou uma linguagem visual que ninguém havia visto antes." — Steve Barron

O falsete que conquistou o mundo

Embora o clipe seja icônico, a música se sustenta por méritos próprios. O arranjo é uma obra-prima do synth-pop, mas é a performance vocal de Morten Harket que eleva a canção a outro patamar.

O famoso refrão, com seu falsete que sobe a alturas impressionantes, não é apenas um gancho melódico; é um feito atlético. A nota aguda e sustentada transmite uma sensação de anseio e urgência que encapsula perfeitamente a letra sobre arriscar tudo por uma chance de amor.

Elemento musicalDescrição
Riff de sintetizadorComposto por Magne Furuholmen, instantaneamente reconhecível
Falsete de Morten HarketNota alta sustentada no refrão (E5)
EstruturaVerso-refrão-verso-refrão-ponte-refrão final
TomLá maior (A major)
Tempo169 BPM (rápido e energético)

É um dos vocais mais desafiadores e reconhecíveis da música pop. Morten Harket consegue alcançar notas que poucos cantores podem atingir, e o faz com uma facilidade que torna a performance ainda mais impressionante.

Sucesso comercial: #1 mundial

Com o videoclipe impulsionando a música nas rádios e na MTV, "Take on Me" se tornou um sucesso estrondoso em todo o mundo.

ParadaPosiçãoDetalhe
Billboard Hot 100 (EUA)#119 de outubro de 1985 (1 semana)
UK Singles Chart#23 semanas em outubro de 1985
Noruega#1País de origem da banda
Alemanha#1Alemanha
Suécia#1Suécia
Suíça#1Suíça
Áustria#1Áustria
Itália#1Itália
Holanda#1Holanda

a-ha se tornou o primeiro grupo norueguês a alcançar o #1 na Billboard Hot 100, um feito histórico que abriu portas para outros artistas escandinavos.

O álbum Hunting High and Low (1985)

O álbum de estreia do a-ha, Hunting High and Low, foi lançado em 1 de junho de 1985 e se tornou um sucesso comercial estrondoso.

AspectoDetalhe
Data de lançamento1 de junho de 1985
Posição Billboard 200 (EUA)#15
Posição UK Albums Chart#7
Certificação UK (BPI)3x Platina (900.000+ cópias)
Certificação US (RIAA)Platina (1.000.000+ cópias)
Vendas mundiaisMais de 10 milhões de cópias
Singles lançados"Take on Me", "The Sun Always Shines on T.V.", "Hunting High and Low"

O álbum vendeu mais de 10 milhões de cópias mundialmente, sendo certificado 3x Platina no Reino Unido e Platina nos Estados Unidos e Alemanha.

Outros singles de sucesso

SingleLançamentoPosição UKPosição US
Take on MeAgosto de 1985#2#1
The Sun Always Shines on T.V.Dezembro de 1985#1#20
Hunting High and LowJunho de 1986#5

"The Sun Always Shines on T.V." se tornou o primeiro e único #1 do a-ha no UK Singles Chart, alcançando o topo em janeiro de 1986.

MTV Video Music Awards 1986: Uma noite histórica

Em 5 de setembro de 1986, o videoclipe de "Take on Me" dominou o MTV Video Music Awards, vencendo 6 prêmios de 8 indicações — mais do que qualquer outro vídeo naquela noite.

CategoriaResultado
Video of the YearIndicado
Best New Artist in a VideoVenceu
Best Concept VideoVenceu
Most Experimental VideoVenceu
Best DirectionVenceu
Viewer's ChoiceVenceu
Best Special EffectsVenceu
Best Art DirectionIndicado

O videoclipe também venceu prêmios para "The Sun Always Shines on T.V.", dando ao a-ha um total de 8 VMAs em uma única noite — um recorde na época.

Significado da letra: Um apelo romântico

A letra de "Take on Me" é um apelo direto e um tanto inseguro de alguém que pede a outra pessoa para não hesitar e arriscar em um relacionamento.

"We're talking away
I don't know what I'm to say, I'll say it anyway
Today's another day to find you
Shying away
I'll be coming for your love, okay?"


(Estamos conversando
Eu não sei o que dizer, vou dizer de qualquer jeito
Hoje é mais um dia para te encontrar
Se esquivando
Eu virei pelo seu amor, ok?)

Frases como "It's no better to be safe than sorry" (Não é melhor prevenir do que remediar) capturam esse sentimento de urgência romântica.

"Take on me (take on me)
Take me on (take on me)
I'll be gone
In a day or two"


(Me aceite (me aceite)
Me encare (me aceite)
Eu partirei
Em um ou dois dias)

O refrão é uma súplica apaixonada: aceite-me, me dê uma chance, porque eu posso não estar aqui por muito tempo. É sobre vulnerabilidade, risco e a coragem de se entregar completamente a alguém.

Prêmios e reconhecimentos

"Take on Me" e o a-ha receberam diversos prêmios e reconhecimentos ao longo dos anos.

PrêmioAnoCategoriaResultado
MTV Video Music Awards19866 categorias (incluindo Best New Artist, Best Concept)6 vitórias
Grammy Awards1986Best New ArtistIndicado
American Music Awards1986Favorite Pop/Rock VideoIndicado
BMI Award1991Outstanding Achievement (1 milhão de execuções)Venceu

A banda também foi indicada ao Grammy de Best New Artist em 1986, mas perdeu para Whitney Houston.

A carreira do a-ha após "Take on Me"

Embora "Take on Me" seja seu maior sucesso, o a-ha não foi um "one-hit wonder". A banda lançou 11 álbuns de estúdio e teve diversos outros hits ao longo de sua carreira.

ÁlbumAnoDestaques
Hunting High and Low1985"Take on Me", "The Sun Always Shines on T.V."
Scoundrel Days1986"I've Been Losing You", "Cry Wolf"
Stay on These Roads1988"Stay on These Roads", "The Living Daylights" (James Bond)
East of the Sun, West of the Moon1990"Crying in the Rain" (cover)
Memorial Beach1993"Dark Is the Night"
Analogue2005Retorno após hiato de 10 anos
Foot of the Mountain2009Último álbum antes do hiato de 2010
Cast in Steel2015Retorno após reunião
True North2022Álbum mais recente

A banda também gravou a música-tema do filme de James Bond The Living Daylights (1987), "The Living Daylights", que se tornou outro sucesso internacional.

Hiatus e reuniões: A trajetória da banda

O a-ha passou por vários hiatos e reuniões ao longo de sua carreira de mais de 40 anos.

PeríodoStatusDetalhe
1982-1994AtivoPrimeira fase de sucesso
1994-1998HiatoMembros focaram em projetos solo
1998-2010AtivoRetorno com novos álbuns e turnês
2010-2015Hiato"Ending on a High Note Tour" (turnê de despedida)
2015-presenteAtivoReunião para Rock in Rio 2015 e novos álbuns

Em 2010, a banda anunciou uma "turnê de despedida" chamada "Ending on a High Note Tour", mas se reuniu novamente em 2015 para o Rock in Rio (que celebrava 30 anos tanto do festival quanto da banda) e lançou o álbum Cast in Steel.

Desde então, o a-ha continua ativo, lançando o álbum True North em 2022 e fazendo turnês mundialmente.

Covers famosos e presença na cultura pop

"Take on Me" se tornou um dos hits mais regravados e referenciados da história da música pop, aparecendo em filmes, séries e sendo regravada por diversos artistas.

Covers notáveis

ArtistaAnoDetalhe
Reel Big Fish1998Versão ska-punk para o filme BASEketball
Weezer2019Cover para The Teal Album com videoclipe estrelado por Finn Wolfhard
Northern Kings2007Versão sinfônica metal
Cap'n Jazz1995Versão emo/punk

Presença em filmes e TV

MídiaTipoAno
Deadpool 2Filme2018 (cena emocional com Wade e Vanessa)
The Last of UsSérie HBO2023 (Episode 3, embora tenha usado "Never Let Me Down Again")
Family GuySérie animadaMúltiplas referências
GleeSérie musicalCover por Darren Criss

A presença em Deadpool 2 (2018) foi particularmente significativa, usando a música em uma cena emocional entre Wade Wilson e Vanessa, criando um paralelo direto com o videoclipe original onde os personagens se encontram entre mundos diferentes.

Curiosidades fascinantes sobre "Take on Me"

#CuriosidadeDetalhe
1Fracassou duas vezes antes de estourarVersão 1984 (#137 UK), versão maio 1985 (sem sucesso), só estourou com videoclipe em agosto 1985
23.000 desenhos à mãoVideoclipe usou rotoscopia com mais de 3.000 desenhos individuais ao longo de 4 meses
3Primeira banda norueguesa #1 nos EUAa-ha foi o primeiro grupo da Noruega a alcançar #1 na Billboard Hot 100
46 MTV VMAs em uma noiteRecorde em 1986 (mais do que Michael Jackson com "Thriller")
5Nota E5 no falseteMorten Harket alcança nota extremamente alta no refrão
6Originalmente chamada "Lesson One"A música tinha outro nome quando foi composta pela primeira vez
7Bunty Bailey no videoclipeAtriz americana que interpretou a garota do café (namorou Morten Harket)
8The Sun Always Shines on T.V. foi #1 UKÚnico #1 do a-ha no Reino Unido (janeiro de 1986)
9Weezer cover em 2019Cover para The Teal Album com videoclipe estrelado por Finn Wolfhard (Stranger Things)
10Deadpool 2 em 2018Cena emocional entre Wade e Vanessa, paralelo com videoclipe original
11Banda formada em 14/09/1982Exatamente no aniversário de Morten Harket
1210+ milhões de álbuns vendidosHunting High and Low vendeu mais de 10 milhões mundialmente

Resumo: 10 razões para celebrar "Take on Me"

#RazãoPor que importa
1Melodia instantaneamente reconhecívelRiff de sintetizador que define os anos 80
2Videoclipe revolucionárioRotoscopia mudou a MTV para sempre
3Falsete icônico de Morten HarketUm dos vocais mais impressionantes do pop
4História de perseverançaFracassou duas vezes antes de se tornar hit
56 MTV VMAs em 1986Recorde na época (mais que Michael Jackson)
6#1 mundialTopo em EUA, Noruega, Alemanha, Suécia e mais
7Álbum vendeu 10+ milhõesHunting High and Low é clássico do synth-pop
8Covers por artistas famososWeezer, Reel Big Fish e muitos outros
9Presença em filmes modernosDeadpool 2 (2018) e outras mídias
10Legado de 40 anosAinda ressoa com novas gerações em 2025

Perguntas frequentes sobre "Take on Me" do a-ha

1Quais são os membros da banda a-ha?

A banda a-ha é composta por três membros talentosos: Morten Harket (vocalista principal, nascido em 14 de setembro de 1959 em Kongsberg, Noruega), uma das vozes mais distintas da música pop; Pål Waaktaar-Savoy (guitarrista e compositor, nascido em 6 de setembro de 1961 em Oslo), responsável pela composição das músicas; e Magne Furuholmen (tecladista e compositor, nascido em 1 de novembro de 1962 em Oslo). Juntos, esses músicos noruegueses formam o núcleo criativo por trás dos sucessos atemporais da banda desde sua formação em 14 de setembro de 1982.

2Quando a banda a-ha foi formada?

a-ha foi formada em 14 de setembro de 1982, na cidade de Oslo, Noruega. Curiosamente, esta é a mesma data do aniversário de Morten Harket. O trio de músicos — Morten Harket, Pål Waaktaar-Savoy e Magne Furuholmen — rapidamente se destacou na cena musical com seu estilo único e cativante, eventualmente se mudando para Londres para buscar sucesso internacional. Eles lançaram seu álbum de estreia Hunting High and Low em 1985, que vendeu mais de 10 milhões de cópias mundialmente e os catapultou para o estrelato global.

3Qual é o maior sucesso da banda a-ha?

Sem dúvida, o maior sucesso da banda a-ha é a música "Take on Me". Lançada em sua versão definitiva em agosto de 1985, essa faixa icônica catapultou a banda para o estrelato internacional, alcançando o topo das paradas em vários países, incluindo #1 na Billboard Hot 100 em 19 de outubro de 1985 (tornando o a-ha o primeiro grupo norueguês a alcançar o #1 nos EUA) e #2 no UK Singles Chart. Com uma melodia cativante, o falsete impressionante de Morten Harket e um videoclipe revolucionário usando rotoscopia, "Take on Me" continua a ser uma das músicas mais reconhecíveis e amadas de todos os tempos, mais de 40 anos após seu lançamento.

4Qual a história por trás do clipe de "Take on Me"?

O clipe conta a história de uma jovem (interpretada por Bunty Bailey) em um café que é puxada para dentro do mundo de uma história em quadrinhos pelo herói da trama, interpretado pelo vocalista Morten Harket. Eles vivem um romance entre o mundo real e o animado, fugindo de vilões. O conceito foi proposto pelo diretor Steve Barron após ser contratado pelo executivo Jeff Ayeroff, que queria criar algo diferente de tudo o que havia sido visto na MTV. O videoclipe foi revolucionário porque misturava live-action com animação de forma perfeita, criando uma narrativa visual tão cativante quanto a própria música.

5Que técnica foi usada na animação do clipe?

A técnica se chama rotoscopia, onde animadores desenham sobre filmagens reais, quadro a quadro. Para "Take on Me", foram necessários mais de 3.000 desenhos individuais, feitos a lápis pelos animadores Michael Patterson e Candace Reckinger, ao longo de quatro meses de trabalho intensivo. A rotoscopia é um processo trabalhoso no qual cada frame do vídeo é desenhado à mão sobre a filmagem original, criando o efeito de fusão entre o mundo real e a animação. O resultado foi uma estética visual única que se tornou icônica e influenciou gerações de diretores de videoclipe.

6O que significa a letra de "Take on Me"?

A letra é um apelo direto e um tanto inseguro de alguém que pede a outra pessoa para não hesitar e arriscar em um relacionamento. Frases como "It's no better to be safe than sorry" (Não é melhor prevenir do que remediar) capturam esse sentimento de urgência romântica. O refrão "Take on me, take me on, I'll be gone in a day or two" é uma súplica apaixonada: aceite-me, me dê uma chance, porque eu posso não estar aqui por muito tempo. É sobre vulnerabilidade, risco e a coragem de se entregar completamente a alguém. A ambiguidade da letra permite múltiplas interpretações, o que contribui para sua atemporalidade.

7"Take on Me" fracassou antes de se tornar um hit?

Sim! Esta é uma das histórias mais fascinantes da música pop. "Take on Me" fracassou comercialmente duas vezes antes de se tornar um hit mundial. A primeira versão, produzida por Tony Mansfield e lançada em outubro de 1984, alcançou apenas #137 no UK Singles Chart — um fracasso completo. A segunda versão, regravada com o produtor Alan Tarney e lançada em maio de 1985, teve sucesso moderado mas não estourou. Foi apenas quando o videoclipe revolucionário estreou na MTV em agosto de 1985 que a música disparou para #1 mundialmente. É uma lição sobre perseverança e o poder transformador da inovação visual.

8Quantos prêmios o videoclipe de "Take on Me" ganhou?

O videoclipe de "Take on Me" venceu 6 MTV Video Music Awards em 1986 de 8 indicações: Best New Artist in a Video, Best Concept Video, Most Experimental Video, Best Direction, Viewer's Choice e Best Special Effects. Combinado com os 2 VMAs vencidos por "The Sun Always Shines on T.V." na mesma noite, o a-ha levou para casa 8 prêmios — mais do que qualquer outro artista naquela cerimônia, incluindo Michael Jackson com "Thriller". O videoclipe também foi indicado ao Grammy de Best New Artist em 1986 (a banda perdeu para Whitney Houston) e venceu o BMI Award em 1991 por alcançar 1 milhão de execuções nas rádios americanas.

9O a-ha ainda está na ativa?

Sim! O a-ha continua na ativa com os três membros originais. Após um hiato entre 2010 e 2015 (incluindo a "Ending on a High Note Tour" que seria uma turnê de despedida), a banda se reuniu em 2015 para o Rock in Rio (que celebrava 30 anos tanto do festival quanto da banda) e lançou o álbum Cast in Steel. Desde então, eles continuam fazendo turnês mundialmente e lançaram o álbum mais recente, True North, em 2022. A banda já passou por vários hiatos ao longo de sua carreira de mais de 40 anos, mas sempre retorna, provando que sua música é atemporal e continua ressoando com novas gerações.

10"Take on Me" ainda é relevante hoje?

Absolutamente. Mais de 40 anos após seu lançamento, "Take on Me" continua sendo uma das músicas mais reconhecíveis e influentes da história da música pop. A música apareceu em filmes recentes como Deadpool 2 (2018), foi regravada por artistas como Weezer (2019) e Reel Big Fish (1998), e continua sendo descoberta por novas gerações através de plataformas de streaming. O videoclipe é estudado em cursos de cinema e direção de arte como exemplo de narrativa visual inovadora. A combinação perfeita de melodia irresistível, vocais impressionantes e inovação visual criou um legado que transcende gerações, provando que verdadeira arte nunca envelhece.

Conclusão: Um legado desenhado a lápis e sintetizadores

"Take on Me" é muito mais do que um "one-hit wonder" (embora o a-ha tenha tido muitos outros sucessos). É uma lição sobre a importância da perseverança e o poder transformador da inovação visual.

A canção representa um momento perfeito na história da cultura pop, onde uma melodia irresistível encontrou a única linguagem visual capaz de traduzir sua magia. Com seu riff de sintetizador instantaneamente reconhecível, o falsete impressionante de Morten Harket e o videoclipe revolucionário que mudou a MTV para sempre, "Take on Me" se tornou um dos hinos mais duradouros dos anos 80.

Mais de 40 anos depois, quando as primeiras notas do sintetizador começam e a voz de Morten Harket canta "We're talking away", ainda sentimos o mesmo arrepio. Porque "Take on Me" não é apenas uma música — é um documento de um momento crucial na cultura pop, quando três jovens noruegueses se recusaram a desistir de uma melodia que o mundo inicialmente rejeitou, e criaram algo que transcenderia gerações.

E enquanto houver alguém assistindo ao videoclipe pela primeira vez, se maravilhando com a fusão perfeita entre live-action e animação, ou cantando o refrão em um karaokê, "Take on Me" continuará sendo relevante. Porque no fim das contas, todos nós já precisamos que alguém nos aceitasse, nos desse uma chance, nos "encarasse" — e poucos hinos do pop capturam esse sentimento tão perfeitamente quanto este clássico de 1985.

🎵 Qual é a sua memória favorita associada a "Take on Me"? A primeira vez que você viu o videoclipe? Um karaokê com amigos? A cena em Deadpool 2? Conte para nós nos comentários!

Fontes e referências

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