
Banda Journey: A História de Resiliência e o Hino Eterno "Don't Stop Believin'"
Atualizado em Agosto de 2026 · Por Editor Fast Art Web
Em resumo: Basta o primeiro acorde de piano tocar para que qualquer estádio, bar de karaokê ou festa de casamento no mundo cante junto. A Banda Journey não é apenas um grupo de rock; eles são os arquitetos da trilha sonora de várias gerações. Formada em São Francisco em 1973, a banda vendeu entre 80-100 milhões de álbuns mundialmente, lançou 15 álbuns de estúdio e foi induzida no Rock and Roll Hall of Fame em 2017. Sua música mais icônica, "Don't Stop Believin'" (1981), tem mais de 2,5 bilhões de streams no Spotify e mais de 7 milhões de downloads digitais — tornando-a a música do século 20 mais baixada na era digital. Descubra a história de como uma banda de jazz fusion se transformou em titãs do arena rock, e como um cantor filipino descoberto no YouTube salvou a banda em 2007.
Basta o primeiro acorde de piano tocar para que qualquer estádio, bar de karaokê ou festa de casamento no mundo cante junto.
A Banda Journey não é apenas um grupo de rock; eles são os arquitetos da trilha sonora de várias gerações. Eles definiram o que chamamos de Arena Rock nos anos 80, criaram as "Power Ballads" definitivas e protagonizaram uma das histórias de renascimento mais incríveis da música moderna.
Mas como uma banda de Jazz Fusion de São Francisco se transformou em titãs do pop rock mundial? E como eles conseguiram substituir uma das vozes mais icônicas da história, Steve Perry, por um cantor desconhecido encontrado no YouTube?
Neste dossiê completo, vamos explorar a trajetória da banda, a arte por trás de seus álbuns e dissecar o fenômeno cultural de "Don't Stop Believin'".
Ficha técnica: Journey em números
| Categoria | Dado |
|---|---|
| Formação | 1973, São Francisco, Califórnia |
| Anos ativo | 1973-presente (52 anos em 2026) |
| Álbuns de estúdio | 15 |
| Vendas mundiais | 80-100 milhões de discos |
| Álbuns de ouro/platina | 25 certificações RIAA |
| Top 40 singles | 19 hits |
| Rock Hall of Fame | Induzidos em 2017 |
| Hollywood Walk of Fame | Estrela recebida |
| Gênero | Arena rock, AOR, hard rock, pop rock |
| Música mais famosa | "Don't Stop Believin'" — 2,5 bilhões de streams Spotify |
A origem: antes da fama (1973-1977)
Muitos fãs não sabem, mas o Journey não nasceu tocando baladas românticas. A banda foi formada em São Francisco, em 1973, por ex-membros da banda de Carlos Santana, incluindo o guitarrista prodígio Neal Schon e o tecladista/vocalista Gregg Rolie.
Nos primeiros anos, o som do Journey era complexo, instrumental e focado no Jazz Fusion e Rock Progressivo. Embora fossem músicos tecnicamente brilhantes (uma característica que mantêm até hoje), os três primeiros álbuns falharam em atingir o grande público. A gravadora deu um ultimato: ou eles arrumavam um frontman (vocalista carismático) e escreviam hits, ou a banda acabaria.
Foi nesse momento de pressão que a história do rock mudou para sempre.
| Álbum | Ano | Posição Billboard | Estilo |
|---|---|---|---|
| Journey | 1975 | #138 | Jazz Fusion, Rock Progressivo |
| Look Into the Future | 1976 | #100 | Jazz Fusion |
| Next | 1977 | #85 | Rock Progressivo |
A era de ouro: a chegada de Steve Perry (1977-1998)
Em 1977, a banda contratou um jovem cantor chamado Steve Perry. Com sua voz de tenor limpa, alcance impressionante (o famoso "Sam Cooke do Rock") e habilidade melódica, Perry transformou o Journey.
A fusão da guitarra técnica de Neal Schon com o pop melódico de Steve Perry criou uma nova sonoridade. O álbum Infinity (1978) marcou essa transição, trazendo sucessos como "Lights" e "Wheel in the Sky".
Durante a década de 80, o Journey tornou-se uma das bandas mais populares do mundo. Álbuns como Escape (1981) e Frontiers (1983) produziram uma sequência de hits que ainda hoje tocam nas rádios:
- "Open Arms": A balada que definiu o gênero, obrigatória em bailes de formatura
- "Faithfully": Um hino sobre a vida na estrada e a lealdade conjugal
- "Separate Ways (Worlds Apart)": Conhecida pelo riff de sintetizador agressivo e pelo videoclipe icônico
- "Any Way You Want It": Rock energético que abriu incontáveis shows
- "Who's Crying Now": Balada emocionante sobre arrependimento
| Álbum | Ano | Vendas | Hits principais |
|---|---|---|---|
| Infinity | 1978 | 1+ milhão | "Lights", "Wheel in the Sky" |
| Evolution | 1979 | Platina | "Lovin', Touchin', Squeezin'" |
| Departure | 1980 | Platina | "Any Way You Want It" |
| Escape | 1981 | 9x Platina | "Don't Stop Believin'", "Open Arms" |
| Frontiers | 1983 | 6x Platina | "Separate Ways", "Faithfully" |
| Raised on Radio | 1986 | 2x Platina | "Be Good to Yourself", "Girl Can't Help It" |
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O fenômeno "Don't Stop Believin'": a música do século 20
Nenhuma discussão sobre a Banda Journey está completa sem analisar sua magnum opus. Lançada em 1981 no álbum Escape, "Don't Stop Believin'" é, estatisticamente, a música do século 20 mais baixada na era digital.
| Aspecto | Dado |
|---|---|
| Álbum | Escape (1981) |
| Duração | 4:11 minutos |
| Compositores | Steve Perry, Neal Schon, Jonathan Cain |
| Streams Spotify (2026) | 2,5+ bilhões |
| Downloads digitais | 7+ milhões (mais vendida do século 20) |
| Posição Billboard Hot 100 | #9 (1981) |
| Curiosidade geográfica | "South Detroit" não existe — Steve Perry escolheu porque soava bem |
| Estrutura única | Refrão só aparece nos últimos 50 segundos |
Por que ela é tão especial?
Musicalmente, ela quebra as regras. A maioria das músicas pop segue a estrutura: Verso – Refrão – Verso – Refrão. Em "Don't Stop Believin'", o refrão triunfante (aquela parte que diz "Don't Stop Believin', hold on to that feelin'") só aparece nos últimos 50 segundos da música.
A música constrói uma tensão crescente com o piano de Jonathan Cain, a guitarra de Schon e a narrativa de Perry sobre "uma garota de cidade pequena" e um "garoto da cidade grande".
Curiosidade Geográfica: A letra menciona "born and raised in South Detroit" (nascido e criado no Sul de Detroit). O problema? Não existe um lugar chamado "South Detroit" na cidade de Detroit; ao sul do centro fica o Canadá. Steve Perry admitiu que escolheu o nome apenas porque soava bem na melodia.
A origem do título
A ideia do título veio de Jonathan Cain, baseada em um conselho que seu pai lhe deu quando ele estava lutando para fazer sucesso em Los Angeles. O pai de Cain dizia: "Stick with it, kid. Don't stop believin'" ("Insista, garoto. Não pare de acreditar"). Essa frase ficou na mente de Cain por anos até se transformar na música mais icônica da banda.
O renascimento cultural
A música teve dois grandes momentos de ressurreição que a apresentaram para a Geração Y e Z:
- The Sopranos (2007): O final controverso da série cortou para o preto exatamente no clímax da canção, criando um dos momentos mais discutidos da história da televisão
- Glee (2009): O seriado musical fez da música seu hino principal, apresentando-a para uma nova geração de fãs
Esses dois momentos transformaram "Don't Stop Believin'" de um hit dos anos 80 em um fenômeno cultural do século 21, impulsionando suas vendas digitais para mais de 7 milhões de downloads.
🎵 O legado digital: "Don't Stop Believin'" foi a primeira música de catálogo a atingir 2 milhões de downloads digitais em 2009. Em 2024, ultrapassou 2,5 bilhões de streams no Spotify, tornando-se uma das músicas mais ouvidas da história da plataforma. A música continua sendo tocada em estádios, bares, casamentos e karaokês ao redor do mundo — 45 anos após seu lançamento.
A história de Cinderela: a descoberta de Arnel Pineda
Em 1998, Steve Perry deixou a banda definitivamente devido a problemas de saúde (uma lesão no quadril) e desgaste emocional. O Journey ficou sem voz. Durante anos, eles tentaram outros vocalistas, mas a magia parecia ter desaparecido.
Por que Steve Perry saiu?
Steve Perry saiu oficialmente em 1998. O motivo principal foi uma lesão degenerativa no quadril que exigia cirurgia. Perry relutou em operar, atrasando a turnê da banda. Com a pressão dos outros membros para voltar à estrada, houve uma ruptura nas relações e Perry decidiu seguir carreira solo e, posteriormente, se aposentar dos grandes palcos.
A lesão no quadril foi descoberta quando Perry estava fazendo trilhas (hiking) e sofreu uma lesão. Exames adicionais revelaram uma condição óssea degenerativa que exigiria cirurgia de substituição do quadril. Perry passou pela cirurgia em 1998, mas as complicações e o longo período de reabilitação o afastaram dos palcos por anos.
A descoberta no YouTube (2007)
Em 2007, o guitarrista Neal Schon, frustrado e navegando no YouTube tarde da noite, clicou em um vídeo de uma banda cover filipina chamada The Zoo.
O cantor era Arnel Pineda, um homem que já havia sido morador de rua em Manila, cantando "Faithfully" com uma precisão assustadora. Schon não conseguia acreditar no que ouvia: era a alma de Steve Perry, mas com uma energia nova.
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Nome completo | Arnel Campaner Pineda |
| Nascimento | 5 de setembro de 1967 (58 anos em 2026) |
| Local de nascimento | Sampaloc, Manila, Filipinas |
| Origem | Família pobre (pai alfaiate, mãe costureira) |
| Início na música | Competições locais aos 7 anos; profissional aos 15 |
| Período difícil | Morador de rua em Manila durante anos |
| Descoberta | YouTube, 2007, por Neal Schon |
| Banda anterior | The Zoo (banda cover nas Filipinas) |
O convite e o teste
Schon entrou em contato. Pineda achou que era um trote. Após convencer o cantor a ir para os EUA fazer um teste, a química foi imediata. Arnel Pineda não apenas salvou a banda, mas a trouxe de volta aos estádios lotados, tornando-se um herói nacional nas Filipinas e uma lenda de superação no rock.
Essa história é tão incrível que virou um documentário premiado: Don't Stop Believin': Everyman's Journey.
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Linha do tempo: os vocalistas e fases do Journey
| Período | Vocalista principal | Destaque/Estilo |
|---|---|---|
| 1973-1977 | Gregg Rolie | Rock Progressivo, Jazz Fusion. Pouco sucesso comercial. |
| 1977-1998 | Steve Perry | Era de Ouro. Arena Rock, Hits Mundiais, Escape e Frontiers. |
| 1998-2006 | Steve Augeri | Fase de transição. Manteve a banda viva em turnês menores. |
| 2007-Hoje | Arnel Pineda | O Renascimento. Sucesso global, turnês em estádios e novos álbuns. |
Rock and Roll Hall of Fame: a consagração (2017)
Em 2017, o Journey foi finalmente induzido no Rock and Roll Hall of Fame, reconhecendo sua contribuição monumental para a música. A cerimônia foi especialmente emocionante porque Steve Perry compareceu — a primeira vez que ele se reuniu com a banda em quase 20 anos.
| Aspecto | Detalhe |
|---|---|
| Ano de indução | 2017 |
| Indutor | Pat Monahan (vocalista do Train) |
| Membros induzidos | Gregg Rolie, Steve Perry, Neal Schon, Ross Valory, Jonathan Cain |
| Momentos marcantes | Reunião de Steve Perry com a banda após quase 20 anos |
| Performance | "Don't Stop Believin'", "Separate Ways", "Lights" |
A indução no Rock Hall of Fame foi um momento de cura para a banda. Neal Schon declarou que "realmente amou ver Steve Perry" na cerimônia, e a presença de Perry ajudou a resolver algumas das tensões que existiam entre os membros desde sua saída em 1998.
Membros atuais e discografia completa
Formação atual (2024-2026)
| Membro | Instrumento | Período |
|---|---|---|
| Neal Schon | Guitarra, vocais | 1973-presente (membro fundador) |
| Jonathan Cain | Teclados, guitarra, vocais | 1980-presente |
| Deen Castronovo | Bateria, vocais | 1998-2015, 2021-presente |
| Arnel Pineda | Vocais principais | 2007-presente |
| Todd Jensen | Baixo | 2021-presente |
Discografia completa: 15 álbuns de estúdio
| Álbum | Ano | Era | Certificação RIAA |
|---|---|---|---|
| Journey | 1975 | Gregg Rolie | — |
| Look Into the Future | 1976 | Gregg Rolie | — |
| Next | 1977 | Gregg Rolie | — |
| Infinity | 1978 | Steve Perry | 3x Platina |
| Evolution | 1979 | Steve Perry | 3x Platina |
| Departure | 1980 | Steve Perry | 3x Platina |
| Escape | 1981 | Steve Perry | 9x Platina |
| Frontiers | 1983 | Steve Perry | 6x Platina |
| Raised on Radio | 1986 | Steve Perry | 2x Platina |
| Trial by Fire | 1996 | Steve Perry | Platina |
| Arrival | 2001 | Steve Augeri | — |
| Red 13 | 2002 | Steve Augeri | — |
| Generations | 2005 | Steve Augeri | — |
| Revelation | 2008 | Arnel Pineda | Platina |
| Eclipse | 2011 | Arnel Pineda | — |
Curiosidades fascinantes sobre Journey
| # | Curiosidade | Detalhe |
|---|---|---|
| 1 | Origem no Santana | Neal Schon e Gregg Rolie eram ex-membros da banda de Carlos Santana |
| 2 | "South Detroit" não existe | Steve Perry escolheu o nome porque soava bem; ao sul de Detroit fica o Canadá |
| 3 | Refrão nos últimos 50 segundos | "Don't Stop Believin'" quebra a estrutura pop tradicional |
| 4 | Título veio do pai de Cain | "Don't stop believin', kid" — conselho do pai de Jonathan Cain |
| 5 | Descoberta no YouTube | Arnel Pineda foi encontrado por Neal Schon no YouTube em 2007 |
| 6 | De morador de rua a rockstar | Pineda foi morador de rua em Manila antes de ser descoberto |
| 7 | The Sopranos (2007) | Final da série cortou para preto no clímax da música |
| 8 | Glee (2009) | Seriado usou a música como hino principal, revitalizando sua popularidade |
| 9 | 5ª melhor banda americana | USA Today (2005) nomeou Journey a 5ª melhor banda de rock americana da história |
| 10 | Greatest Hits: 18+ milhões | Álbum de maiores sucessos vendeu mais de 18 milhões de cópias |
Resumo: 10 razões para celebrar Journey em 2026
| # | Razão | Por que importa |
|---|---|---|
| 1 | 80-100 milhões de álbuns vendidos | Uma das bandas mais vendidas da história |
| 2 | "Don't Stop Believin'" — 2,5B streams | Música do século 20 mais baixada na era digital |
| 3 | 52 anos de carreira (1973-2026) | Longevidade impressionante no rock |
| 4 | Rock Hall of Fame (2017) | Reconhecimento máximo da indústria |
| 5 | História de Arnel Pineda | De morador de rua a vocalista de banda lendária |
| 6 | 15 álbuns de estúdio | Discografia consistente e variada |
| 7 | 19 hits Top 40 | Capacidade de criar hits por décadas |
| 8 | 25 certificações RIAA | Sucesso comercial comprovado |
| 9 | Ressurgimento cultural | The Sopranos e Glee revitalizaram a banda |
| 10 | Ainda em turnê (2026) | 52 anos depois, continuam lotando estádios |
Perguntas frequentes sobre Journey e "Don't Stop Believin'"
1Por que Steve Perry saiu do Journey?
Steve Perry saiu oficialmente em 1998. O motivo principal foi uma lesão degenerativa no quadril que exigia cirurgia. Perry sofreu a lesão enquanto fazia trilhas (hiking) e exames revelaram uma condição óssea degenerativa. Ele relutou em fazer a cirurgia imediatamente, o que atrasou a turnê da banda. Com a pressão dos outros membros para voltar à estrada, houve uma ruptura nas relações. Perry passou pela cirurgia de substituição do quadril em 1998, mas as complicações e o longo período de reabilitação o afastaram dos palcos. Ele decidiu seguir carreira solo e posteriormente se afastou dos grandes palcos, vivendo uma vida mais reclusa até sua aparição na indução do Rock Hall of Fame em 2017.
2O Journey ainda faz shows em 2026?
Sim! A banda continua extremamente ativa em 2026, fazendo turnês mundiais com a formação liderada pelo guitarrista fundador Neal Schon, o tecladista Jonathan Cain, o baterista Deen Castronovo, o vocalista Arnel Pineda e o baixista Todd Jensen. Apesar de terem se formado em 1973 (53 anos atrás), o Journey continua lotando estádios e arenas ao redor do mundo, tocando seus clássicos dos anos 70 e 80 para plateias multigeracionais. Arnel Pineda, descoberto no YouTube em 2007, continua sendo o vocalista principal e é celebrado como um herói nas Filipinas.
3Quem escreveu "Don't Stop Believin'"?
A música foi composta pelo trio principal da era de ouro: Steve Perry (vocal), Neal Schon (guitarra) e Jonathan Cain (teclado). A ideia do título veio de Cain, baseada em um conselho que seu pai lhe deu quando ele estava lutando para fazer sucesso em Los Angeles. O pai de Cain dizia: "Stick with it, kid. Don't stop believin'" ("Insista, garoto. Não pare de acreditar"). Essa frase ficou na mente de Cain por anos até se transformar na música mais icônica da banda, lançada em 1981 no álbum Escape.
4Quantos streams "Don't Stop Believin'" tem no Spotify?
Em 2026, "Don't Stop Believin'" tem mais de 2,5 bilhões de streams no Spotify, tornando-se uma das músicas mais ouvidas da história da plataforma. A música também é a mais baixada digitalmente do século 20, com mais de 7 milhões de downloads. Em 2009, foi a primeira música de catálogo a atingir 2 milhões de downloads digitais. O sucesso contínuo da música, lançada originalmente em 1981, é impressionante — 45 anos depois, continua sendo tocada em estádios, bares, casamentos e karaokês ao redor do mundo.
5Quem é Arnel Pineda e como ele foi descoberto?
Arnel Campaner Pineda nasceu em 5 de setembro de 1967 em Sampaloc, Manila, Filipinas. Veio de uma família pobre (pai alfaiate, mãe costureira) e começou a cantar em competições locais aos 7 anos, tornando-se profissional aos 15. Teve um período difícil como morador de rua em Manila antes de encontrar sucesso. Em 2007, o guitarrista Neal Schon, navegando no YouTube tarde da noite, clicou em um vídeo da banda cover filipina The Zoo, onde Pineda cantava "Faithfully" com precisão assustadora. Schon entrou em contato, Pineda achou que era um trote, mas após convencer o cantor a ir para os EUA fazer um teste, a química foi imediata. Arnel salvou a banda e se tornou um herói nacional nas Filipinas. Sua história virou o documentário Don't Stop Believin': Everyman's Journey.
6Qual é o álbum mais vendido do Journey?
O álbum mais vendido do Journey é Escape (1981), com certificação de 9x Platina pela RIAA (mais de 9 milhões de cópias vendidas nos EUA). Este álbum contém os hits "Don't Stop Believin'", "Open Arms", "Who's Crying Now" e "Stone in Love". Em segundo lugar está Frontiers (1983) com 6x Platina, seguido por Infinity (1978) e Evolution (1979) com 3x Platina cada. O álbum Greatest Hits (1988) vendeu mais de 18 milhões de cópias, mas é uma coletânea, não um álbum de estúdio.
7Por que "South Detroit" não existe?
A letra de "Don't Stop Believin'" menciona "born and raised in South Detroit" (nascido e criado no Sul de Detroit). O problema geográfico é que não existe um lugar chamado "South Detroit" na cidade de Detroit, Michigan. Ao sul do centro de Detroit fica o rio Detroit e, do outro lado, o Canadá (Windsor, Ontário). Steve Perry admitiu em entrevistas que escolheu o nome "South Detroit" apenas porque soava bem na melodia, sem se preocupar com a precisão geográfica. A imprecisão se tornou uma curiosidade famosa entre os fãs e uma das características mais lembradas da música.
8Quando o Journey foi induzido no Rock and Roll Hall of Fame?
O Journey foi induzido no Rock and Roll Hall of Fame em 2017, como parte da classe daquele ano. A cerimônia foi especialmente emocionante porque Steve Perry compareceu — a primeira vez que ele se reuniu com a banda em quase 20 anos. Pat Monahan, vocalista do Train (grande fã do Journey), fez o discurso de indução. Os membros induzidos foram Gregg Rolie, Steve Perry, Neal Schon, Ross Valory e Jonathan Cain. A banda performou "Don't Stop Believin'", "Separate Ways" e "Lights" durante a cerimônia. Neal Schon declarou que "realmente amou ver Steve Perry" na cerimônia, e a presença de Perry ajudou a resolver algumas das tensões que existiam entre os membros desde sua saída em 1998.
9Qual foi o impacto de The Sopranos e Glee na música?
The Sopranos (2007): O final controverso da série cortou para o preto exatamente no clímax de "Don't Stop Believin'", criando um dos momentos mais discutidos da história da televisão. A cena mostrou Tony Soprano (James Gandolfini) em uma lanchonete com sua família, a música tocando ao fundo, e então um corte abrupto para o preto. Esse final ambíguo gerou debates por anos e apresentou a música para uma nova geração. Glee (2009): O seriado musical usou "Don't Stop Believin'" como hino principal, performando-a no episódio piloto. A performance se tornou viral e apresentou a música para a Geração Y e Z. Esses dois momentos transformaram "Don't Stop Believin'" de um hit dos anos 80 em um fenômeno cultural do século 21, impulsionando suas vendas digitais para mais de 7 milhões de downloads.
10Quantos álbuns o Journey vendeu mundialmente?
O Journey vendeu entre 80-100 milhões de álbuns mundialmente, tornando-se uma das bandas mais vendidas da história. A banda tem 25 certificações de ouro e platina pela RIAA (Recording Industry Association of America) e lançou 15 álbuns de estúdio, além de 5 álbuns ao vivo, 11 coletâneas e 52 singles. O álbum Greatest Hits (1988) vendeu mais de 18 milhões de cópias, e Escape (1981) vendeu mais de 9 milhões apenas nos EUA. Com 19 hits Top 40 e uma carreira de 53 anos (1973-2026), o Journey continua sendo uma das bandas de rock mais bem-sucedidas e influentes de todos os tempos.
Conclusão: nunca pare de acreditar
A história da Banda Journey é a prova de que a música boa é imortal. Eles sobreviveram a mudanças de estilo, à saída de um vocalista lendário e às mudanças na indústria fonográfica.
De uma banda de jazz fusion de São Francisco em 1973 a titãs do arena rock nos anos 80, de Steve Perry — o "Sam Cooke do Rock" — a Arnel Pineda, o cantor filipino descoberto no YouTube que já foi morador de rua em Manila. Essa é uma das histórias mais incríveis de resiliência e renascimento na história do rock.
"Don't Stop Believin'" não é apenas uma música — é um hino geracional que transcendeu décadas. Lançada em 1981, continua sendo a música do século 20 mais baixada na era digital, com 2,5 bilhões de streams no Spotify e 7 milhões de downloads. The Sopranos e Glee a revitalizaram para novas gerações, provando que boa música não envelhece — apenas se reinventa.
Seja na voz saudosa de Steve Perry ou na energia contagiante de Arnel Pineda, o Journey continua nos lembrando de uma coisa simples e poderosa: nunca pare de acreditar.
Em 2026, aos 53 anos de carreira, o Journey continua lotando estádios ao redor do mundo. Neal Schon, o único membro fundador ainda na banda, continua tocando sua guitarra com a mesma paixão de 1973. Jonathan Cain continua criando melodias no teclado. E Arnel Pineda, o homem que já foi morador de rua em Manila, continua cantando "Don't Stop Believin'" para plateias que incluem pais que cresceram com a música e filhos que a descobriram no TikTok.
Porque é isso que o Journey faz: eles criam trilhas sonoras para a vida. Para o primeiro beijo, para o último adeus, para o casamento, para a formatura, para o karaokê de sexta-feira à noite. Eles nos lembram que, não importa o que aconteça, devemos continuar acreditando.
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